O Vale Sagrado dos Incas é aquele lugar do Peru que todo viajante precisa conhecer pelo menos uma vez na vida. Com mais de 100 km, está situado entre Cusco e a famosa Machu Picchu, e combina uma natureza impactante com uma história ancestral fascinante. Aqui, rios serpenteiam por campos verdes, montanhas tocam o céu e pequenos vilarejos vivem seus costumes andinos de séculos atrás. Para nós da Carioca Travels, é sempre uma alegria ajudar clientes a realizar essa viagem tão sonhada, porque sabemos o quanto cada pedacinho do Vale emociona.
Neste guia, vamos propor roteiros detalhados e dicas práticas para que a sua experiência por essa região, entre feiras de Pisac, fortalezas de Ollantaytambo, experimentos agrícolas circulares como Moray e salinas ainda ativas, fique na memória. Vem com a gente, porque viajar sem preocupação é o nosso lema!
Conhecendo o Vale Sagrado: um resumo visual e cultural
O Vale Sagrado foi formado pelos Incas em função da fertilidade de suas terras e importância estratégica. Sua paisagem é um mosaico de montanhas imponentes, campos cultivados, rios reluzentes e lagos tranquilos. Aldeias como Chinchero, Pisac, Maras, Moray, Ollantaytambo e Urubamba preservam mercados coloridos, língua quéchua e festas que ecoam o passado pré-colonial.
O estudo disponível no Portal eduCapes discute como até hoje o turismo conecta o local ao mundo, promovendo encontros de culturas e permitindo que os visitantes percebam a genuína diferença andina.
O passado vive intensamente no Vale Sagrado.
As ruínas de Pisac e a fortaleza de Ollantaytambo são os locais que entregam a maior sensação de contato com a herança inca. Os sistemas de terraços, canais e muralhas são impressionantes ao vivo, é difícil esquecer o momento em que se caminha entre pedras polidas há séculos.
Quantos dias ficar no Vale Sagrado?
A escolha entre 1, 2 ou 3 dias depende do seu ritmo, do que deseja conhecer e do roteiro geral pela região de Cusco e Machu Picchu.
- 1 dia: Ideal para quem está corrido, encaixando o tour clássico (Pisac, Ollantaytambo, Urubamba e paradas rápidas) antes de seguir para Machu Picchu. Você verá o básico, em um ritmo acelerado.
- 2 dias: Dá para incluir Moray, Salineras de Maras e uma noite em Ollantaytambo ou Urubamba. Com mais calma, o contato com a cultura e natureza se aprofunda.
- 3 dias: A opção perfeita para quem deseja passar um tempo em mercados autênticos, visitar Andahuaylillas e Tipón (mais arqueologia e gastronomia), e acordar cercado de montanhas. Faz toda a diferença vivenciar o Vale sem pressa.
Em nossa experiência, quanto maior a imersão, maior a conexão emocional com as tradições vivas do Vale Sagrado.
Se possível, recomendamos conhecer o Vale Sagrado antes de Machu Picchu. Assim, a viagem vai crescendo em emoção e paisagens.
Como lidar com a altitude?
O Vale Sagrado está entre 2.200 metros (Urubamba) e 2.800 metros (Pisac), ficando abaixo de Cusco, que passa dos 3.400 metros. Mesmo assim, quem chega do Brasil pode sentir impacto: cansaço, dor de cabeça ou leve falta de ar podem aparecer no primeiro ou segundo dia.
- Pule atividades intensas no dia de chegada. Reserve esse tempo para adaptar o corpo e fazer caminhadas leves.
- Beba muita água e chá de coca, que ajuda bastante.
- Se ficar em Cusco, saiba que hotéis costumam ter oxigênio disponível.
- Evite álcool e comidas muito pesadas nos dois primeiros dias.
Com adaptação cuidadosa, a altitude se torna apenas um detalhe, não um impeditivo para curtir tudo.
Como chegar e visitar o Vale Sagrado?
Há três formas principais para visitar o Vale Sagrado, cada uma com suas particularidades. Tudo depende de onde você se hospeda, seu interesse por história, cultura ou aventura, e claro, do orçamento e companhia!
- Saindo de Cusco: É o ponto mais comum de partida. Vantagem: grande oferta de passeios em grupo e privados, além de fácil acesso.
- Saindo de Ollantaytambo: Mais interessante para quem pretende seguir para Machu Picchu via trem na manhã seguinte. Dá para combinar noite no vilarejo com um tour pelo Vale.
Passeio em grupo: como funciona e quanto custa?
Os passeios em grupo são os mais populares e econômicos, partindo tanto de Cusco quanto de Ollantaytambo. Eles custam a partir de US$20 por pessoa (transporte, guia, algumas entradas e almoço típico em Urubamba inclusos, com variações).
- Saídas diárias, geralmente a partir das 8h.
- Roteiro padrão: Pisac e mercado, almoço em Urubamba, ruínas de Ollantaytambo e retorno.
- Paradas extra em mirantes e vilas de artesanato são frequentes.
Tour privado: quando é a melhor escolha?
Se o desejo for montar um roteiro personalizado, incluindo paradas em locais menos visitados, ou se o grupo é grande (família ou amigos), o tour privado é a escolha. Você tem guia exclusivo, horários flexíveis e pode dedicar mais tempo nas atrações que mais interessar. O preço parte de US$100 por grupo, dependendo do trajeto e do tamanho do van/carro.
Para quem gosta de autonomia e quer mergulhar em detalhes históricos, o tour privado vale muito a pena pela flexibilidade e atenção especial do guia.
Alugar carro: vale a pena?
Nosso conselho, com base nas dúvidas que recebemos na nossa página de serviços, é não alugar carro por conta própria no Vale Sagrado. O trânsito é intenso nos arredores de Cusco, há regras específicas, além do risco de perder detalhes culturais sem um guia especializado.
Para quem busca segurança, conforto e informação, sempre recomendamos contratar passeios, seja em grupo ou privados.

Boleto Turístico de Cusco: como funciona, quanto custa?
Boa parte das principais atrações do Vale Sagrado exige o Boleto Turístico de Cusco. Ele só é vendido presencialmente, nos próprios sítios arqueológicos, no centro de Cusco ou em pontos autorizados.
- Integral: 130 soles (válido 10 dias para 16 atrações, incluindo Pisac, Ollantaytambo, Moray e muitos outros). Perfeito para quem fará todos os passeios clássicos.
- Parcial: 70 soles (válido 1 ou 2 dias, com circuitos específicos, escolha o que inclui os lugares desejados). Ótima escolha para roteiros rápidos.
- Descontos: Crianças até 9 anos não pagam, e estudantes estrangeiros até 25 anos, com carteira internacional, pagam metade.
O Boleto não inclui Machu Picchu, nem entrada na Catedral de Cusco e Qoricancha. Para essas, é preciso adquirir ingressos à parte.
Roteiros pelo Vale Sagrado dos Incas
Para organizar melhor a viagem, sugerimos três roteiros principais, que podem ser combinados conforme seus interesses:
Roteiro clássico: Pisac, Urubamba e Ollantaytambo
- Pisac: ruínas com terraços e vista impactante do Vale; mercado de artesanato colorido, onde se encontram tecidos, joias e artigos em cerâmica fabricados ali mesmo.
- Awana Kancha: pequeno complexo mostrando técnicas têxteis ancestrais, com lhamas e alpacas para conhecer de perto (ótimo para fotos e crianças).
- Almoço em Urubamba: restaurantes com culinária típica e ingredientes locais. Sugerimos provar truta ou o tradicional ceviche peruano.
- Ollantaytambo: fortaleza resistente, escadarias dramáticas, ruas de paralelepípedo e sensação de cidade intocada pelo tempo.
Duração: tour de 8h a 10h, saindo pela manhã e retornando ao fim de tarde. Valores a partir de US$20 em grupo, privado varia conforme roteiro e veículo.
Moray e Salineras de Maras: inovação e tradição
- Moray: antigas estruturas agrícolas circulares usadas para pesquisas de aclimatação de sementes, um laboratório inca ao ar livre.
- Salineras de Maras: mais de 3 mil poços de sal branco em encosta, explorados manualmente até hoje. A vista aérea impressiona. Pode-se comprar sal artesanal diretamente dos produtores.
O passeio dura cerca de 6h, com preços a partir de US$25 por pessoa (não esqueça de separar moeda extra para ingressos e compras).
Essa combinação mostra o quanto os Incas foram engenhosos em técnicas agrícolas e de preservação alimentar.
Tipón, Pikillacta e Andahuaylillas: arqueologia e arte colonial
- Tipón: sítio de irrigação inca, ainda ativo em parte, emoldurado por jardins e canais de água pura vindos da montanha.
- Pikillacta: ruínas da civilização Wari, anteriores aos Incas, conhecidas pelo urbanismo inovador (quase uma “Cidade Perdida”).
- Andahuaylillas: igreja barroca conhecida como “Capela Sistina das Américas” graças aos murais coloridos que cobrem teto e paredes.
O tour mistura história, arquitetura e fé. Leva em torno de 6h a 7h, com custo próximo a US$25, mais ingressos e gastos extras.

Onde se hospedar: sugestões práticas
A escolha da base da hospedagem transforma a experiência. Nossa sugestão de acordo com o perfil de cada viajante:
Cusco: coração histórico
- Prefira hotéis e hostels próximos à Plaza de Armas. A localização privilegia quem quer fazer tudo a pé, facilita saídas para tours e garante acesso fácil a restaurantes, mercados e festas culturais.
- Há desde suítes econômicas com café reforçado até hotéis boutique com vista para as montanhas. Alguns oferecem traslado aeroporto-hotel incluso, spas e serviço de chá de coca, para cuidar dos efeitos da altitude.
Hospedar-se no centro histórico é a pedida para mergulhar na cultura local e garantir conveniência nos deslocamentos.
Em nosso blog, reunimos vários relatos de hospedagens nos arredores de Cusco para inspirar planejamentos personalizados.
Ollantaytambo: charme e praticidade
- Cenário bucólico, vilarejo com ruas de pedra e atmosfera tranquila.
- Hotéis variam do básico até ecolodges sofisticados, sempre muito próximos às ruínas e à estação de trem para Machu Picchu.
- Bons para famílias e aventureiros que querem acordar cedo para pegar o trem ou explorar o Valle com calma.
Urubamba: natureza e conforto
- É a escolha de quem busca silêncio, integração total com a natureza e hotéis com estrutura de lazer: redes, spas, alimentação orgânica e atividades extras, como caminhadas guiadas ou oficinas de gastronomia.
- Ideal para casais, famílias com crianças ou quem deseja um ritmo menos apressado.
O que levar na mala?
A região do Vale Sagrado mistura clima seco de altitude, ventos frios, chuva passageira e sol escaldante. Não arrisque, leve roupas e itens certeiros!
- Corta-vento e jaqueta impermeável
- Camadas quentes: segunda pele, blusa fleece e roupas térmicas
- Tênis ou bota de trilha com boa aderência
- Boné, chapéu ou gorro, óculos escuros e protetor solar
- Repelente contra insetos
- Kit de medicamentos básicos: analgésicos, remédios para enjoo e kit primeiros socorros
- Garrafa de água reutilizável e snacks leves
- Papel higiênico/lencinhos e álcool em gel
- Capa de chuva compacta
- Powerbank para carregar celular e máquina fotográfica
- Dinheiro em espécie em pequenas quantias (nem sempre cartões são aceitos nas feiras)
Nunca subestime as mudanças rápidas do clima nas montanhas.
Sugestões de passeios extras saindo de Cusco
Montanha Arco-Íris (Vinicunca) e Laguna Humantay
Para quem quer viver um desafio físico extra e buscar registros inesquecíveis, saídas a partir de Cusco para esses dois lugares estão cada vez mais populares:
- Montanha Arco-Íris: Caminhada em subida até cerca de 5.000 metros! Exige aclimatação na altitude, hidratação e preparo físico. Chegando ao topo, o que se vê são listras de cores naturais formadas por minerais, compondo um visual fora do comum.
- Laguna Humantay: Trilha de 2h a 3h em subida, também acima de 4.000 metros. A lagoa reflete o azul do céu e o branco dos picos nevados. Experiência de impacto, recomendada apenas a quem já esteja adaptado.
Quem faz esses passeios volta dizendo que a beleza das paisagens compensa cada gota de suor e respiração ofegante.
Dedique um dia inteiro para cada aventura e confira a previsão do tempo antes de contratar. Equipamentos adequados e respeito ao próprio ritmo são indispensáveis.
Expressões culturais e arte no Vale Sagrado
A paisagem e as tradições do Vale Sagrado inspiram artistas do mundo todo. O Projeto Pigmentos Pisac, apresentado pelo LabInter da UFSM, revela como cor, formas e espírito das feiras e montanhas influenciam exposições e obras interativas.
Além do impacto visual, experiências como participar de feiras tradicionais, acompanhar celebrações religiosas do calendário andino ou ouvir histórias em quéchua também transformam o roteiro.
Até grandes eventos internacionais de turismo, como destacado em reportagem da Agência de Notícias do Acre, mostram como o Vale Sagrado conecta culturas de vários países, mostrando sua relevância além do turismo de lazer.
Conclusão: nosso olhar sobre o Vale Sagrado
Ao planejar sua viagem com apoio da Carioca Travels, garantimos não só informação, mas suporte em cada etapa. Do roteiro ideal ao que não pode faltar na mala, das melhores hospedagens ao acompanhamento para quem vai estudar ou morar em outro país, nosso compromisso é tornar a experiência inesquecível e segura. O Vale Sagrado dos Incas é muito mais que pontos turísticos, é conexão, emoção e memória viva.
Entre em contato com nossa equipe para receber sugestões personalizadas, promoções exclusivas de passagens e todo o suporte para realizar sua viagem dos sonhos ao Vale Sagrado.
Perguntas frequentes sobre o Vale Sagrado dos Incas
O que é o Vale Sagrado dos Incas?
O Vale Sagrado dos Incas é uma região andina localizada próxima a Cusco, no Peru, com mais de 100 quilômetros, famosa por reunir paisagens naturais, sítios arqueológicos incas, vilarejos com feiras, tradições ancestrais e uma herança cultural vibrante. É rota obrigatória para quem deseja mergulhar na história pré-colombiana do Peru.
Quais os principais passeios no Vale Sagrado?
Os principais passeios são: o tour tradicional por Pisac, Awana Kancha, Urubamba e Ollantaytambo; visita a Moray e Salineras de Maras; e o circuito Tipón, Pikillacta e Andahuaylillas. Outros destaques são mercados de artesanato, experiências gastronômicas, trilhas e passeios culturais em feiras e comunidades indígenas.
Como chegar ao Vale Sagrado saindo de Cusco?
A forma mais prática é contratar passeios (em grupo ou privados) a partir de Cusco, disponíveis diariamente nas principais agências. Também é possível usar transporte público (ônibus e vans) até as vilas principais, mas a logística pode ser mais demorada e menos confortável, inclusive para quem carrega bagagens ou viaja com crianças.
Vale a pena pernoitar no Vale Sagrado?
Sim, dormir pelo menos uma noite em Ollantaytambo ou Urubamba proporciona contato mais próximo com a natureza e tranquilidade para explorar as atrações sem pressa. Também facilita a ida para Machu Picchu no dia seguinte, com embarque direto no trem, além de vivenciar o clima mágico das pequenas vilas andinas.
Quanto custam os passeios no Vale Sagrado?
O valor dos passeios em grupo começa em US$20 por pessoa, incluindo transporte e guia. Tours privados partem de US$100 por grupo, variando conforme roteiro, tipo de veículo e tempo de duração. Não se esqueça do valor do Boleto Turístico (130 soles para o integral e 70 soles para o parcial) e de reservar dinheiro para ingressos específicos, alimentação e compras nos mercados.
